Tudo o que existe tem meta impressa

na vida pela qual existe.

Os animais desempenham junto a nós, entre tantas outras, uma função muito peculiar: Recordar-nos habilidades e potencialidades adormecidas, até esquecidas e sepultadas em nossa arrogância humana, de superioridade e prepotência.

O gato, em sua sensualidade e intimidade, nos lembra que precisamos permitir uma conexão mais profunda e íntima com outros seres. Eles, como bons telepatas, procuram nos mostrar a capacidade intuitiva e auto-curativa. Nos ensinam contemplação, paciência e flexibilidade. Sua confiança inata lhe permite compreender seu papel em relação aos outros. Sabedoria.

Encontrar uma coruja pode ser uma oportunidade de conhecer a verdade quando alguém tenta nos enganar, é voar na escuridão para ver algo mais elevado.

Os gaviões, sempre atentos procurando a próxima dica, nos advertem para redobrar a atenção ou indicam um mensageiro por perto.

Os cães, como os lobos, instigam nossa coragem e capacidade de ensinar e reunir os grupos.

Precisamos nos posicionar em igualdade com todos os seres, expandindo assim nossa consciência, para tentar melhorar o ambiente que partilhamos.

Quando vejo um animal sadio, vejo-o pleno, vistoso e ágil, desperto a menor provocação. Seu olhar é atento, seu andar é firme e espontâneo num misto de vigor e graça. Atua segundo sente no cumprimento do seu destino. Qualquer mínima alteração neste estado harmônico leva a quebra da resistência natural às enfermidades e propicia ao adoecimento. É quando sente mais frio do que deveria, ou é mais sensível ao calor e às variações, incomoda-se com a umidade ou com a falta dela, uns têm muita sede, outros, totalmente inapetentes e sem sede, uns bebem muito, quando outros, bem pouco. Notamos que alguns, fogem da luz e do barulho, outros procuram o sol e o ar livre. Uns, quando ameaçados, reagem agredindo, enfrentando, enquanto que outros se escondem ou fogem. Tudo isto nos mostra a individualidade presente em toda a natureza.

Nossa ciência oficial atual, derivada da ciência de guerra, como tal, dominadora, expressão do poder surgida para subjugar ou anular o inimigo, ao qual se teme a possibilidade de lhes ser superior. Por isso, busca as causas no exterior (“inimigo”), onde se justifica o combate. Esquecendo-se que em qualquer combate alguém sempre acaba ferido ou morto.

Mas, apesar do pedestal de prepotência científica, o homem ainda tenta dominar o meio e os semelhantes e vê-se na vivência terrível de combater temíveis enfermidades que se modificam e tornam-se outras “novas” doenças, com novas denominações e causas etiológicas muito convincentemente comprovadas e sacramentadas!

A solução consiste nas terapias agressivas e sistematizadas, desumanizadas e quase sempre desconhecidas de quem usa! Com todos os índices de prevalência, calendários de vacinações, endemias e epidemias, etc. Notamos que a humanidade e todos os seres do planeta estão mais enfermos do que nunca! Inclusive os mais abastados e ricos! O que houve? Porque a medicina se tornou uma expressão de poder do homem, tão sofisticada e cada vez mais doente? Porque se estuda tão bem as enfermidades esquecendo-se do enfermo?

É claro que além das medidas higiênico-sanitárias, eliminação devida de resíduos, produção e distribuição de alimentos mais saudáveis, os tratamentos devem individualizar-se, caso queiramos recuperar nossa morada planetária!

Solidariedade? Ética? Relacionamentos? Afetos? Trabalho? Espiritualidade?

Temos que integrar outro referencial que não seja o combate!

O amor nunca busca o confronto!

A enfermidade não é um inimigo, assim como a dor e o sofrimento, mostra-nos cada vez mais a repetição petulante dos nossos próprios erros! Ela surge no caminho para lembrar-nos o desvio e mostrar-nos como resgatarmos a própria natureza.

Com a necessidade da produção de alimentos mais saudáveis, chamados “orgânicos”, surgiram diversas técnicas para tratar os distúrbios do solo, das plantas e animais de forma atóxica e que não contamine ao ambiente, porém, com princípios que direcionam os tratamentos para o enfoque militar do combate e da luta do “contra”. A conseqüência é que incrementa-se o distúrbio primordial condicionando as supressões e desorganizações neoplásicas tão evidentes e em número crescente de forma assustadora, na atualidade.

A questão é: O que é necessário curar?

O medo de trovões é a projeção da vulnerabilidade e da ilusão de desproteção, como o ciúme é projeção do medo de não ser amado ou não poder desfrutar deste amor! A diarréia surge como expressão da ansiedade, como a tristeza afeta os pulmões. O corpo sempre preserva o mais importante, em detrimento do que é menos nobre: a coceira mental vira prurido na pele. A sensação vira lesão!

E, vem a enfermidade, como um sinal luminoso que nos recorda quem verdadeiramente somos!

Quando pensamos, sentimos e atuamos em uníssono, o organismo cumpre sua função e suas metas, biológicas e divinas. Quando nos afastamos dessas metas, adoecemos, pelo desacordo no pensar e no sentir atuamos no erro e nos desequilibramos de dentro para fora (até o corpo e daí ao ambiente)!

E é aí, no âmago da vitalidade, onde atua a substância dinamizada do medicamento Homeopático ( o mais semelhante ao estado de adoecimento individual em questão), modificando estados de ânimo, reações emocionais e mentais a partir do centro vital do indivíduo de qualquer espécie animal ou vegetal, como um novo nascimento, uma nova visão se clareia em sua frente, como limpar os óculos embaçados, o que dá oportunidade a este ser de optar em seguir sua meta em acordo com seus pensamentos e sentimentos, atuando então em harmonia com relação aos outros e consigo mesmo, ocupando somente o seu lugar na totalidade circundante!

Então, não há porque alergias, deficiências, dificuldades nos partos, inseguranças ou medos. Esta nova visão possibilita atitudes positivas e em benefício de todos, uma unidade de destino no amor!

Os animais não são ‘escravos” ou “propriedades” a serem explorados e massacrados para a satisfação dos apetites pervertidos do homem!

Temos que evidenciar o respeito a vida e aprender com o coelho, que apesar do medo e das ameaças, vai por aí, criativamente fértil e produtivo, construindo seu cauteloso caminho, positivamente, valorizando a família e a comunhão com o ambiente. Ou com o rato que na sua atividade constante e incansável, explora as profundezas mais recônditas da mente em sua inquietude sedenta de fazeres!

Não se justifica o “holocausto” insano dos laboratórios e dos matadouros industriais, criações perversas desta ciência arrogante e da gula desmedida nos lucros do capital!

A vida é cooperação constante onde devemos nos imiscuir nos incríveis processos que ela oferece, buscando a arte da paz expressando a arte do amor em tudo o que se faz, sem ambições, um estado vibrante, uníssono de fusão de pensamentos, sentimentos e ações!

Namasthé!

LuzPazAmor.

Octacilio Domingos de Almeida Filho

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