Cuidado, um filhote…

" Ganhei um bichinho! E agora? Não sei o que fazer". A decisão de criar deveria ser sempre uma opção consciente e não um acontecimento repentino e impetuoso. Bem, o fato é que estamos diante de um filhote, que antes de tudo deve ser reconhecido nas suas singularidades: espécie, raça e sexo. Falando assim parece óbvio, mas neste reconhecer está a chave para uma vida saudável e feliz. Desde muito pequeno este ser já é possuidor de uma individualidade, de uma identidade. Quem já não ouviu comentários como este: "- Sempre foi o mais glutão, desde as primeiras horas’. – "O mais simpático e comunicativo ou o medroso e desconfiado e até mesmo aquele brigão que tudo quer".

Criar é assumir a responsabilidade de ajudar esse animalzinho a ser o que ele deve ser. O gato, um verdadeiro felino. O cão, um canino. O verdadeiro amor está neste caso, em reconhecer que transformar este ser num filho, o desvia de sua meta, do seu objetivo de vida, enfim, do motivo pelo qual foi criado. Amar é reconhecer e respeitar a individualidade e a identidade de nosso companheiro. Assim, toda vez que impedimos o animal de expressar sua sexualidade e instintividade­ – o que o desvia de seu destino enquanto espécie e raça – promovemos o rompimento de seu equilíbrio energético e ele adoece. A doença, portanto, não é material na sua origem, ela é o desequilíbrio da força vital, elemento imaterial universal que se manifesta em todos os seres vivos lhes dando forma, identidade e vida. Reconhecer e valorizar a instintividade de nosso filhote é prevenir uma série de enfermidades.

A alimentação deve ser sempre fresca, incluindo os vegetais, as folhas, as frutas, os cereais e as carnes o que farão de nosso amiguinho um adulto forte e saudável. Deverá ser escolhido um veterinário, que nos ajude nesta caminhada junto de nosso novo amigo. Esta escolha deverá ser bastante criteriosa.

A prevenção de enfermidades a partir do uso de vacinas é um assunto delicado. Todas as vezes que vacinamos um ser vivo o adoecemos artificialmente para que o organismo responda com o aumento de células de defesa (hipertrofia do sistema imunológico) trazendo problemas orgânicos indesejáveis e por vezes perigosos. As vacinas são um mal, que podem ser necessárias, pois sabemos que em nosso meio temos uma série de doenças muito nocivas e de grande capacidade propagativa, não só para os animais como para o próprio homem. Justificamos aí o emprego criterioso de vacinas, baseado nas seguintes premissas:

1- não aplicar vacinas simultaneamente, ou seja, não vacinar contra várias doenças ao mesmo tempo, como a óctupla, por exemplo.

2- não vacinar contra doenças inexistentes na sua região.

3- não vacinar animais doentes ou debilitados, mesmo que os sintomas apresentados não sejam orgânicos, como por exemplo, animais muito agressivos ou depressivos.

A relação com um animalzinho é bastante enriquecedora, pois a todo o momento estamos nos confrontando com as diferenças e os limites, podendo assim exercitar nossa sensibilidade e respeito por um ser que ocupa um lugar diferente do nosso na escala biológica, mas não menos importante.

Sérgio De-Filippi